• Victor Simonelli

A transformação para clubes-empresas deve ser gradual

Você que gosta de futebol, provavelmente já ouviu falar em “clubes-empresas”. Esse modelo administrativo de uma equipe no esporte, é muito comum na Europa. E, vem sendo discutido aqui no Brasil para que os times adotem este modelo.


O projeto de lei que visa a migração do modelo de gestão dos clubes aqui no Brasil, abrindo porta para capital estrangeiro e também a entrada de magnatas para a melhor gestão dos clubes de futebol do país, vem sendo debatido na câmara dos deputados em Brasília.


Hoje no Brasil, os clubes são considerados instituições sem fins lucrativos. Com a transformação em empresas, os clubes teriam suas ações em bolsa de valor e poderiam ser comprados por investidores ou magnatas, como o que ocorre em alguns países europeus.


Além da abertura de capital estrangeiro, a melhora na gestão é o ponto chave da discussão para a aprovação da lei 5082/2016. Os clubes brasileiros, historicamente, possuem problemas de gestões.

Rodrigo Maia em audiência na câmara. Foto: Luis Macedo/Câmara dos deputados

Desde atrasos de salários a dívidas enormes feitas no passado dos clubes, geram problemas financeiros em clubes que possuem uma história grandiosa, mas que vivem crises de gestões passadas que afetam o presente e futuro do clube.


Na Europa, é muito comum o clube ter um dono ou uma empresa que gere o futebol do clube. A Red Bull, empresa norte americana de energéticos, possui um número grande de equipes, por exemplo. Só no futebol, possui quatro. Um na Alemanha (Leipzig), um nos Estados Unidos (New York Red Bulls), um na Áustria (Salzburg) e um no Brasil (Bragantino).


Dos quatro citados, o New York Red Bulls é o que menos entrega resultado em campo para a empresa, quando chegou aos playoffs da MLS, mas sem grandes conquistas. Tanto Salzburg quanto o Leipzig, estão classificados e jogarão a Champions League 2019/2020. Além disso, o Bragantino nesta temporada vem na liderança da série B do Campeonato Brasileiro.


O exemplo negativo recente, é o Milan. O clube italiano foi vendido em 2016 para um fundo de investidores chineses, que eram representados por Li Yonghong, magnata chinês. Após dois anos no comando do clube rossonero, a justiça chinesa decretou a falência do magnata.

Rodrigo Maia no CT do São Paulo. Foto: Alan Mendes (saopaulofc.net)

Lembrando que o Milan é o clube italiano com o maior número de conquistas de Champions League, com sete canecos da “orelhuda”. Depois da retirada de Li Yonghong do comando do clube, o grupo Elliot comprou as ações do clube e hoje luta para recolocar o Milan no patamar digno de suas conquistas.


O texto inicial que foi alterado pelo relator da lei, o deputado Pedro Paulo (MDB-RJ), propunha a tributação dos clubes mediante a transformação em empresas, venda de ações na bolsa de valores, profissionalização do comando do futebol e separação entre as áreas do clube social e futebol.


Uma das alterações que mais chamou a atenção e fez parecer que a lei virasse uma espécie de “novo calote dos clubes” no governo, é a extensão do prazo do pagamento das dívidas tributárias das equipes em 20 anos com o perdão da União de 50%.

Pia Sundhage, Tite, Rodrigo Maia e Rogério Caboclo. Foto: Divulgação CBF

No início, a lei previa a tributação total e pagamento em um período menor dos clubes às dívidas tributárias com o Estado, sem perdão em relação aos valores. Contudo, a alteração foi feita de última hora. Um pedido da “bancada da bola” que vigora o congresso federal.


E você? É contra ou a favor do projeto que transforma os clubes em empresas? E por que? Deixa aqui nos comentários da postagem os motivos.


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