• Victor Simonelli

Não é normal a morte de Ágatha

Oito anos de idade, morta em uma kombi, após um tiro de fuzil atingir seu peito. Essa é Ágatha Vitória Sales Félix. Vítima da intensa guerra entre o crime organizado, milícias e os órgãos de segurança pública em “missões pacificadoras” nas favelas do Rio de Janeiro.


A garota é mais uma na estatística de 1.249 pessoas mortas na atual gestão do governo carioca. Os números apresentados são recordes negativos na história do Rio, e são dados de janeiro a agosto de 2019.


Ágatha Felix morreu com um tiro de fuzil nas costas. Foto: Reprodução Portal UOL.

Wilson Witzel, governador do estado, não se pronunciou sobre o caso. Em nota, a Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro, informou estar revidando agressão de várias partes vindas da comunidade. Versão prontamente desmentida por testemunhas no local, segundo relato da matéria do jornal “El País”.


Ágatha é a 16ª criança vítima de violência armada em 2019, e a quinta que não resistiu aos tiros e faleceu, segundo dados da plataforma Fogo Cruzado.


Moradores e ativistas se reuniram no Morro do Alemão neste sábado (21/09), para protestos contra as ações dos órgãos de segurança pública. Gritos como “Ágatha, presente” e cartazes escritos “Parem de matar nossos filhos”.


O velório ocorreu neste domingo (22/09). Foto: Gilvan Souza - O Dia.

O que mais incomoda é o silêncio e a naturalidade que é tratado o fato de uma criança de oito anos de idade ter sido morta com um tiro de fuzil. A falta de pronunciamento do governador Witzel, é um crime aos familiares e aos que se sentem sensibilizados com o caso.


Lembrando aos leitores do blog, que o governador do Rio de Janeiro se disse favorável ao uso de franco-atiradores e helicópteros blindados em operações da Polícia Militar. Mesmo que isso custe colocar em risco vidas inocentes.


O Rio de Janeiro, cidade maravilhosa, vive a mercê de pessoas que não possuem o mínimo bom senso social para lidar com os cargos que ocupam. O combo Witzel-Crivella é um atentado ao estado carioca. Infelizmente, vemos que assassinatos como o de Ágatha ou Marielle, pouco comovem os órgãos públicos.


Fica aqui meus pêsames aos familiares da Ágatha. Força à todos!

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